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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

A Zebra que perdeu o Pijama

A Alexandra era uma pequena e jovem zebra conhecida na sua selva por Xana das Riscas, pois como qualquer Zebra que se preze, a Xana exibia orgulhosamente um lindo pijama riscas, que cobria todo o seu corpo. Era do conhecimento de todos, que as Zebras eram senhoras de lindos pijamas às riscas e que nunca os largavam. A história que vos vou contar começou numa bela manhã de sol. A jovem zebra Xana acabara de acordar e como sempre dirigira-se ao rio para beber água e despertar, quando para sua surpresa, junto da sua amiga Libélula Bela, fizeram uma assustadora descoberta. Bela olhou para Xana e verificou que esta, estava sem riscas e perguntou-lhe:
- Que aconteceu ao teu pijama, para onde foram as taus belas riscas? Estás tão estranha que, nem te reconhecia!
 A Xana pensou que a Bela acordar com vontade de brincar e nem ligou.
- Ora que brincadeira, mais tonta, como havia de eu perder as riscas? Tens com cada uma -  retrucou a jovem Zebra rindo-se e foi beber água.
        Mas ao beber água verificou que o seu reflexo na água, aparecia sem riscas nenhumas. Olhou e voltou a olhar. Como podia tal acontecer? Nem estava a acreditar.
- Quer dizer, que não estavas a brincar Eu estou mesmo sem riscas!!!! Onde está o meu pijama?
- Desculpa Xana, mas eu estava a falar a sério. Eu quase nem te reconhecia. Quis-te avisar, mas não me acreditaste. Não o deixaste na cama?
- Claro que não Bela. Sabes que as Zebras nunca despem os seus pijamas. Fazem parte delas. Eu ficaria sem pele!!!
-Mas não tens pijama e tens pele!
-Isto é muito estranho. E agora o que faço?
- Vamos procurar se alguém viu o teu pijama. Anda, eu ajudo-te a procurar.
 -Sim .Vamos, respondeu a Xana.
      O primeiro lugar que foram procurar foi na cama da Zebra. Mas dentro da relva fofinha onde a Xana dormia, não estava nenhuma risca perdida, nem rasto de que alguém lhe pudesse ter roubado o seu pijama. O único rasto que existia, era o das patas da Xana até ao rio. Decidiram procurar então ao longo do rio, para ver se encontravam quem tinha visto o pijama da Xana.
   Já tinham andado uns metros quando avistaram o Elefante Mirante e o Crocodilo Murilo.

Com o elefante estavam à vontade, mas com o crocodilo todo o cuidado era pouco. Para falar com ele tinha de ser ao longe e convinha ter a certeza que este já estava de papo cheio. Mas quando o elefante estava por perto, ele não se atrevia a atacar ninguém. Por isso decidiram arriscar e perguntar. Pelo facto de o Murilo não apreciar Libélulas como petiscos, Bela achou mais seguro ser ela perguntar:
- Bom dia Crocodilo Murilo, por acaso viste o pijama da minha amiga Zebra Xana das Riscas?
- Um pijama de Zebra, sem Zebra? Não! Se o tivesse visto era sinal de que a tua amiga já nem estava por perto. - E olhou para a Xana que já não tinha riscas.
-Uma zebra sem riscas onde é que isso já se viu? De facto, ficas cómica assim sem riscas, nem tenho apetite para te almoçar.
         Foi aí que o elefante Mirante se meteu na conversa. O elefante Mirante era um elefante grande e possante e todos na selva o respeitavam, até o Leão que era o rei da Selva, perante o Mirante demonstrava muito respeito.
- Murilo, vê lá se não queres sentir o peso de um elefante. Já sabes que na minha presença, não atacas nenhum animal que venha beber ao rio.
- Oh Mirante tem calma- respondeu o crocodilo Murilo, - Eu não vou atacar ninguém, sabes bem que Libélulas é petisco que, não aprecio e uma zebra sem riscas era capaz de ser muito indigesta ou até estar estragada. Além disso estou de papo cheio.
-Bem, bem deixa-te de gracinhas Murilo, que eu sei bem do que és capaz.

Aproveitando para agradecer a Xana decidiu perguntar ao Elefante Mirante se este tinha visto o seu pijama:
_Obrigada, amigo Mirante por nos protegeres. Já agora podes-me dizer se viste por aí o meu pijama?
- Não, jovem Xana. Acho melhor marcares um a reunião com o nosso rei. Ele pode – te atender ao fim da tarde. Ao pôr-do-sol é hora de trégua na nossa selva. É a hora que o nosso rei atende todos pacificamente. E como é um rei digno cumpre, com a sua palavra de respeitar a trégua.
        Assim o fizeram a Zebra e a Libélula. Aguardaram pela hora da trégua para irem à reunião com o Leão. Foram perguntando pelo pijama da zebra a todos que encontram, mas ninguém o viu e todos se admiravam, de ver uma zebra sem pijama.
      Assim param o tempo até que o sol se começou a pôr.
 
-Vamos! Disse -Bela a Libélula está na hora, não podes desanimar.
Pois a Xana começava a ficar com um ar triste.
   Naquele dia, o Leão não atendia mais ninguém, por isso a Xana foi atendida rapidamente:
 

- Acho que já houve um caso assim na selva. Mas não fui que o resolvi. Foi Macaco Pimpão que é um grande sabichão. Por isso acho que deves ir rapidamente falar com ele antes que a noite desça.
   Xana e Bela agradeceram e despediram-se. Por sorte a casa do macaco Pimpão, era ali perto.
  Assim que Pimpão viu a Zebra, ela nem precisou falar:
- Olá Xana, perdeste o teu pijama e estás à procura dele não é?
- Sim, macaco Pimpão, falei com o crocodilo Murilo mas ele nada sabia, O elefante Mirante, aconselhou-me a falar com o Leão e o Leão aconselhou-me falar com o Macacão Pimpão, pois todos sabem que é um grande sabichão.
- E fez muito bem. Isso não é grave. Não perdeste o teu pijama. Apenas como estás a crescer ele está a renovar-se. Está a deixar de ser uma jovem Zebra para te transformares numa zebra adulta. Mas se quiseres enquanto as novas riscas não aparecem a minha mulher que é um a grande costureira pode fazer-te um pijama.
- Oh caro amigo Macaco Pimpão, ela não se importaria?!
- Claro que não me importo. - Respondeu a macaca Rosa que era uma costureira habilidosa.
-É só tirar-te as medidas e num instantinho faço-te um pijama de meter inveja à mais bela das zebras.

 E assim foi, Xana vestiu o pijama que macaca Rosa lhe costurou. Os dias passaram-se e um belo dia a beber no lago Xana verificou que as riscas tinham voltado à sua cara, pois o pijama que a macaca Rosa lhe oferecera só lhe cobria o corpo.
-Depressa tira o pijama falso! As tuas riscas voltaram! – Disse-lhe A Libélula Bela, entusiasmada.
Xana tirou o pijama e mirou-se no rio as riscas, tinham nascido de novo e ela tinha-se transformado numa bela zebra adulta com um magnífico pijama de riscas, que metia inveja a todas as outras zebras.
- Estás fantástica. Nunca vi Zebra tão bonita. O teu pijama novo é o mais belo que já vi.
 -Obrigada Bela e obrigada por me ajudares a resolver o mistério do pijama desaparecido.
- Ora, os amigos servem para isso não é? Não é só para nos divertirmos!
-Tens razão, mas foste mesmo uma amiga fantástica. Apesar de seres tão pequenina ao pé de mim, foste uma grande amiga.
-Ora, nunca ouviste dizer que os amigos não se medem os palmos. Eheh- riu-se a Libélula.
-Só mais uma coisa, o que vais fazer com o pijama que a macaca Rosa te costurou?
A xana fez um largo sorriso.
- Vou guardá-lo. É uma recordação fantástica e quando eu tiver os meus filhos. Já não têm que ir á procura do pijama, pois eu já tenho um de reserva.
- É uma boa ideia.
E riram-se as duas a imaginar um futuro feliz para a Xana, que voltara a ser conhecida na selva pela Xana das riscas, mas agora chamavam-lhe a bela Xana das riscas.

Dedicado à minha sobrinha Alexandra
Escrito e ilustrado por mim
Fantasia sonhada por Mamã Gansa às 09:30
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

No País da Chuva

No País da Chuva não fazia vento, não havia sol.

No céu, muitas nuvens cinzentas e azuis escuras transbordavam mais de mil gotinhas de água por minuto. Como estas nuvens estavam sempre muito "gordinhas" passava o dia a chover.

Os habitantes do país da Chuva eram magrinhos e cinzentos como o tempo. Eles não tinham culpa de serem pouco alegres, pois com um clima tão triste era difícil as pessoas serem mais bem dispostas. Afinal, mal se podiam mexer, por andarem sempre carregados de chapéus-de-chuva e vestidos com camisolões, casacos, gabardines e outros fatos impermeáveis.

A chuva, que nunca parava, obrigava-os a ficar quase sempre em casa.

Não iam à praia nem ao jardim.

Não tinham esplanada nem campos de futebol ao ar livre.

Não andavam de bicicleta nem de mota.

Estavam condenados a não apreciarem as radiosas manhãs e as soalheiras tardes de sol que nós tão bem conhecemos.

Constipavam-se muitas vezes por mês, de tal forma que, em certa altura, deixou de haver um único lenço de papel no País da Chuva e os meninos e as meninas traziam o nariz vermelho e entupido.

O País da Chuva era governado por um rei que tinha pelo menos dez crises de amígdalas por ano. Chamava-se D. Gargantilha. Ora, D. Gargantilha era casado com a rainha Dona Sininha , uma senhora que sofria de sinusite crónica. Por sorte, os reis eram pais de três princesas muito bonitas e saudáveis. As princesinhas já eram crescidas, estando em idade casadoira, porém nenhum príncipe dos reinos mais próximos se mostrava interessado em casar com qualquer uma delas. Nenhum deles queria um dia vir a ser rei do País da Chuva. Orientar um povo tristonho, usar permanentemente chapéu-de-chuva e galochas e passar  dias enfadonhos a olhar as nuvens "gordinhas" através das janelas do castelo não devia ser muito agradável...

Assim, as princesinhas, apesar de respirarem boa saúde, estavam cada vez mais tristes.

Um dia, tudo mudou.

Era mais um dia chuvoso, quando apareceu no País da Chuva um belo e, aparentemente, pobre rapaz.

O moço, igualmente em idade casadoira, estava muito sujo. Tão sujo que chegava a cheirar mal. O seu cabelo loiro parecia cinzento. Usava umas roupas velhas e desbotadas. Estava perdido.

Aproximou-se dos portões do castelo. Tocou na sineta e esperou. Logo surgiu um guarda. Quando este já se preparava para o mandar embora, devido ao seu aspecto de vagabundo, a princesa Laurinha (filha do meio dos reis do país da Chuva) apareceu. Estava de saída, ia às compras - comprar mais um guarda-chuva, porque os seus já estavam gastos de tantas gotinhas de água caídas do céu. A princesa Laurinha assistiu à conversa do rapaz com o seu guarda e decidiu interceder a favor do moço. O pobrezinho disse-lhe que se tinha perdido e que estava muito cansado por andar há sete dias e sete noites sem parar. Tinha fome, precisava de tomar banho e de lavar as suas roupas. Contou-lhe também que já tinha pedido ajuda a outros reis e rainhas de reinos por onde tinha passado e que ninguém o ajudou. A princesa Laurinha ficou com pena do rapaz e levou-o para dentro do castelo.

Depois de o ter apresentado aos pais e às irmãs, mostrou-lhe a casa-de-banho real e a cozinha real. O rapaz lavou-se e saciou a sua fome com uma perna de perú

Quando voltou novamente à presença da família real parecia outro, estava irreconhecível. Também vestia umas roupas limpas que um súbdito de D. Gargantilha lhe havia arranjado. Era muito bonito e bem parecido. Alto, louro, de olhos azuis. Finalmente, apresentou-se como sendo o filho primogénito do rei do país do Sol. Confessou estar apaixonado pela bondade e simplicidade da princesa Laurinha e pediu ao rei a sua mão em casamento.

A princesa Laurinha ficou muito contente e D. Gargantilha não encontrou motivos para não deixar a sua filha casar com aquele príncipe. O único receio que tinha era o de nunca mais voltar a ver a sua princesinha, já que ela, certamente, ia preferir mudar-se para o País do Sol, uma vez que tinha vivido sempre na chuva.

Mas o melhor ainda estava para vir...

O príncipe revelou que por ser o filho primogénito do rei do país do Sol tinha sido abençoado por uma fada quando nasceu que lhe tinha concedido o dom de levar o sol consigo. Assim, deu um bocadinho de sol ao País da Chuva.

Os príncipes casaram no mês seguinte, deram uma grande festa, viveram felizes para sempre e tiveram muitos filhinhos. O príncipe, que abdicou de reinar no País do Sol, ficou a viver com a princesa Laurinha no País da Chuva.

A partir dessa data não faltou sol a este reino e todos os seus habitantes puderam deixar de usar chapéu-de-chuva e de trazer o nariz vermelho entupido. Todos os meninos e meninas conheceram a felicidade de andar de baloiço no jardim e de nadar na praia sem terem medo de se constiparem. D. Gargantilha não teve mais amígdalas e Dona Sininha melhorou da sinusite.

Do País da Chuva apenas permaneceu o nome...

De Sara V. , in "Duas Mãos Cheias de Histórias" (Escrito e ilustrado por mim)

Fantasia sonhada por Sara V. às 10:00
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Não podia deixar de...

 

 Não podia deixar de aceitar o convite para participar num blog feito a pensar no que o mundo tem de melhor: as crianças! E logo eu que sou mãe da Rita, do Dinis e da Laura... É muita responsabilidade, ah ah!

 

Não podia deixar de aceitar o convite de alguém por quem sinto carinho, admiração e que tenho em tanta consideração.

 

Não podia deixar de aceitar o convite de alguém que se lançou corajosamente no mundo das letras e dos desenhos. E que o faz com tanto gosto!

 

Quanto ao incentivo que possa ter dado é porque acredito que escreves com a alma e que desenhas com o coração. E tudo o que é feito com ternura e dedicação merece sempre a minha atenção...

 

Assim, estou muito feliz, de ser as outras "duas mãos" deste Conto de Reis que agora passou a ser feito a "quatro mãos".

 

Espero que esta seja uma aventura na Terra dos Sonhos e que dure uma infância...

 

Dedico, da minha parte, este Conto de Reis aos meus filhos, à "minha" (que é tua, eheh) Bá, às tuas sobrinhas e a todas as crianças.

 

Não podia deixar de agradecer as tuas palavras carinhosas... Esta, foi a forma que encontrei...

 

Obrigado!

 

Agora, vamos a isto!!!!!

Fantasia sonhada por Sara V. às 01:31
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Um conto de reis a quatro mãos

Um conto de reis foi um blog que nasceu dedicado às minhas sobrinhas, depois ficou um pouco parado ,com o nascimento da minha filha decidi ressuscitá-lo. Assim decidi dedicar às minhas sobrinhas , à minha filha , a a todas as crianças e pessoas que gostem de histórias.           

           Ao ler os contos e ver as ilustrações da Sara /Lua de Sol não resisti a convidá-la, não resisti convidá-la a participar deste projecto. Porque acho que partilhamos da mesma inspiração e gostamos de fazer as nossas crianças viver num mundo colorido de fantasia. Até porque me tem sempre apoiado e incentivado a continuar e inclusivamente deu-me força para fazer as minha próprias ilustrações. Assim a partir de agora, um conto de reis, vai ser feito a quatro mãos. Vai com certeza ganhar mais vida. Obrigada por teres aceite o convite!

 

 

 

Fantasia sonhada por Mamã Gansa às 17:43
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