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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

A lagarta Raquel

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Raquel era uma pequena lagartinha verde e peludinha, que passava os seus dias numa folha verde como ela. Era muito alegre a lagartinha e adorava brincar especialmente quando chovia, enquanto se distraía na sua folha a passear. A nossa lagartinha adorava brincar nos lagos que as gotas de água de, orvalho formavam pela manhã. Pois para uma lagarta tão pequenina como ela, uma gota era um lago e não uma gota singela. E alegre brincava e pulava e a sua sede saciava. Até um que um dia depois de ter reparado que quando o sol brilhava estes pequenos lagos reflectiam a sua luz, pensou que provavelmente a sua imagem também seria reflectida. A nossa lagartinha estava muito curiosa, pois nunca tinha visto a sua imagem . E pensava muito esbaforida de correr e fugir aos pássaros que a tentavam caçar para almoçar, como seria a sua imagem. Seria só verde seria, seria muito bela colorida? E por isso era tão querida. Não aguentou a curiosidade e espreitou. Mas ao espreitar, assim que a sua imagem viu, imaginem só o que aconteceu?

 

A nossa lagartinha, assustou-se e fugiu dali com quantas pernas tinha, a chorar. Sou tão feia é por isso que os pássaros me perseguem. Sou um monstro assustador. E assim com um grande desgosto foi procurar um esconderijo, pois depois de se ver tinha ganho ainda mais medo dos pássaros que a perseguiam. Passou por ela a sua amiga cigarra, que lhe perguntou onde ia tão triste e apressada. E entre lágrimas e soluços lá contou á sua amiga, os motivos da sua tristeza.

A Cigarra disse-lhe para não ficara assim, pois gostava dela era uma boa amiga, com a qual gostava de brincar. Mas a lagartinha muito triste respondeu-lhe que estava triste demais para brincar e que queria ficar sozinha. Embora tivesse ficado triste por não ter conseguido animar a sua amiga, a Joaninha fez-lhe a vontade e foi-se embora. Assim a lagartinha seguiu o seu caminho até encontrar um belo esconderijo. Estava bem escondida na árvore e conseguia através e um buraquinho minúsculo que lá existia, que o sol penetrasse na árvore. Assim acariciada pelos raios do sol e sentindo-se segura no escuro do seu esconderijo, a lagartinha deixou-se dormir. E dormiu muito tempo.

 

  

Aos poucos foi-se sentindo cada vez mais aconchegada como se estivesse num colchão macio e o seu sono era cada vez mais tranquilo. Passado algum tempo começou sentir-se apertada como se o esconderijo fosse pequenos demais e acordou sobressaltada a pensara que tinha sido apanhada. Morri e estou na barriga de um pássaro pensou ela. Mas logo viu que não pois conforme se mexia o fino colchão que a envolver durante o seu sono rompia-se. Estranhou já não conseguir rastejar. Apercebeu-se que estava diferente tinha patas e uns braços enormes e esquisitos muito coloridos. Que lindas cores. Se calhar estou no céu das lagartas, deve ser para onde vamos quando os pássaros nos devoram. Sendo assim já não tenho que me esconder. E avanço em passinhos hesitantes para fora do esconderijo. Ficou um pouco ofuscada com a luz do sol, pois permanecer muito tempo no escuro a dormir e dando mais um passo desequilibrou-se e caiu da árvore. Conforme se apercebeu que ia cair começou a agitar, muitos os braços e percebeu que estava a voar. Tinha um par de asas coloridas. Não eram braços eram asas e ela estava a voar. Que sensação fantástica. Devo ser um anjo disse em voz alta enquanto se aproximava de um alago pois tinha sede. mas mal acabara de  dizer isso viu a sua amiga cigarra que lhe disse a rir:

 - Ora Raquel, não és um anjo és uma borboleta. Estás a ver, ainda há pouco tempo choravas, por te achares uma lagarta feia e agora és uma magnífica borboleta.

-Verdade? Perguntou hesitante a lagartinha que agora era Borboleta.

-Sim, espreita no lago. E a lagartinha espreitou e ficou muito tempo a olhar.

- Sou mesmo sou uma linda borboleta. - E ficou muito feliz.

-És mesmo linda respondeu a Cigarra, mas sabes, eu gostava de ti na mesma quando eras apenas uma lagarta. Pois não importa se eras lagarta feia e peluda, ou se és uma borboleta linda. O que importa é que és minha melhor amiga. E eu posso contar contigo sempre que precisares

-Tens razão, a amizade é o mais importante. Vou procurar as minhas amigas lagartas para lhes contar a novidade. E assim foram as duas amigas, divertindo-se a voar. Faziam corridas, mas ganhava sempre a borboleta. Pelo caminho encontraram uma lagartinha que ia fugir muito triste e apressada. Era uma amiga da Raquel que mal a reconhecia, mas quando ela começou a falar com ela ficou espantada. Mas tu não tens medo de mim, perguntou-lhe a outra lagarta. Claro que não respondeu a Raquel, eu já fui como tu. Mudei por fora mas não por dentro. Se era a tua amiga antes , agora continuarei a ser, até porque te posso ajudar. E depois de lhe contar a sua história a outra lagartinha ficou mais animada e foram as três brincar muito contentes, a lagartinha, a cigarra e a borboleta Raquel. E foi assim que a lagarta, isto é a borboleta Raquel, aprendeu que não importa se somos feios ou bonitos, o importante é aquilo que somos por dentro e nunca abandonarmos os nossos amigos.

 

 

Dedicada a minha sobrinha Raquel.

Ilustrações minhas

17/04/2004

Fantasia sonhada por Mamã Gansa às 17:12
link do post | Fantasie | Quero fantasia na minha vida
2 comentários:
De Lua de Sol a 28 de Janeiro de 2008 às 13:08
Está muito giro. Gosto da forma... Uma história contada.
E da mensagem. As mensagens são importantes para os mais pequeninos. Faltam-te os desenhos! Eheh!

E faz-me lembrar a minha história "A borboleta", porque a protagonista era uma borboleta e a sua melhor amiga uma minhoca... E a mensagem era de amizade. Claro, com contornos diferentes.

Acho que estas histórias é que são as indicadas para as crianças, são amorosas, têm fantasia (pois, os animaizinhos na realidade não falam como nós) mas ensinam-lhes o Bem e o Mal, o Certo e o Errado...

Gostei mesmo. Encantadora.
Bjs
De Mamã Gansa a 18 de Março de 2008 às 02:23
Pronto, agora já cá estão os desenhos. beijinhos

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